Economia

Operação revela planos de explosão no Planalto e em debate

ResumoA Operação Rede Interrompida revelou planos de explosão direcionados ao Palácio do Planalto e ao local do debate do segundo turno eleitoral. A investigação encontrou artefatos, comunicações e logística preparada para atentados. Os alvos incluíam a sede do Executivo federal e o espaço do evento político. As evidências apontam para ação coordenada, com material explosivo e planejamento tático.

A Operação Rede Interrompida revelou planos de explosão no Palácio do Planalto e no local do debate do 2º turno. Veja o que a investigação encontrou.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 10 de agosto de 2026
Operação revela planos de explosão no Planalto e em debate

Operação revela planos de explosão no Palácio do Planalto e em local de debate

A Operação Rede Interrompida, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, encontrou referências ao Palácio do Planalto e ao local previsto para o debate do segundo turno entre os possíveis alvos de uma rede extremista. Novos detalhes da apuração foram exibidos pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo (9).

A operação foi deflagrada em 4 de agosto, a partir de informações produzidas pelo Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Oito investigados foram alvo de mandados de busca e apreensão em São Paulo, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O que a investigação encontrou

Segundo a reportagem, os investigadores tiveram acesso a conversas em que integrantes do grupo compartilhavam uma planta do Palácio do Planalto e discutiam possibilidades de entrada e saída do edifício. Também foram encontrados mapas de outros pontos da região central de Brasília, entre eles ministérios, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal.

Em uma das mensagens reproduzidas pela reportagem, um participante mencionava a intenção de "explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater".

As comunidades no Telegram

A investigação identificou duas comunidades no Telegram. Uma delas reunia mais de 600 pessoas. Parte dos participantes era posteriormente direcionada para um grupo menor, com 46 integrantes, no qual, segundo os investigadores, as conversas avançavam para a preparação de ações violentas.

Nesse ambiente circulavam orientações sobre fabricação de explosivos e coquetéis molotov, estimativas de custos e cálculos sobre a quantidade de material que seria necessária para os ataques, conforme a reportagem. Os administradores também procuravam identificar integrantes dispostos a matar, segundo as informações apresentadas pelo Fantástico.

Periculosidade elevada

O Ministério da Justiça já havia informado, após a deflagração da operação, que a rede compartilhava manuais para produção de artefatos explosivos, discutia recrutamento e planejava ações violentas contra prédios da Esplanada dos Ministérios durante o período eleitoral. O grupo também disseminava conteúdo neonazista, antissemita e misógino.

De acordo com o relatório do Ciberlab citado pelo Fantástico, o material analisado apresentava "elevado grau de periculosidade". A apuração também encontrou discussões sobre formação tática, escolha de alvos e invasão de edifícios públicos.

Perfil dos investigados

Os oito alvos da operação têm entre 19 e 31 anos. Computadores e celulares apreendidos continuam sob análise, e a investigação busca identificar outros participantes e dimensionar o estágio de preparação dos planos.

O que diz o delegado

O delegado responsável pelo caso afirmou ao Fantástico que a polícia tratou as ameaças como passíveis de execução.

"A gente acredita que eles levariam [o plano] à frente. E a nossa teoria aqui é que a gente não vai pagar para ver", disse.

Próximos passos

A investigação segue em andamento, com análise do material apreendido e busca por outros envolvidos. A operação reforça a atenção das autoridades para ameaças durante o período eleitoral.

Perguntas Frequentes

O que é a Operação Rede Interrompida?

É uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal, deflagrada em 4 de agosto, que investiga uma rede extremista que discutia ataques durante as eleições de 2026.

Quais eram os alvos do grupo?

O Palácio do Planalto e o local previsto para o debate do segundo turno, além de outros pontos da região central de Brasília.

Quantas pessoas foram alvo de mandados?

Oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, em cinco estados brasileiros.

O que foi encontrado nas conversas?

Orientações sobre fabricação de explosivos, coquetéis molotov, cálculos de custos e discussões sobre formação tática e escolha de alvos.

O que diz o delegado sobre as ameaças?

O delegado afirmou que a polícia tratou as ameaças como passíveis de execução, e que a teoria é de que não vão "pagar para ver".

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