Lula lidera 1º turno e vence 2º turno, diz CNT/MDA
Pesquisa CNT/MDA aponta Lula com 42,4% no 1º turno e vitória sobre Flávio Bolsonaro no 2º, por 48% a 39,1%. Vantagem caiu de 12,5 para 8,9 pontos.
Lula mantém vantagem no primeiro turno, mas Flávio Bolsonaro reduz diferença no segundo turno, aponta pesquisa CNT/MDA
A nova pesquisa CNT/MDA para a eleição presidencial de 2026, divulgada nesta terça-feira (11), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42,4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O levantamento, que ouviu 2.002 eleitores presencialmente, indica que a vantagem do petista subiu de 13,6 para 13,7 pontos porcentuais em relação à pesquisa de junho. Naquele levantamento, Lula tinha 41,8% e o senador, 28,2%.
Lula e Flávio Bolsonaro lideram primeiro turno com folga
Lula e Flávio Bolsonaro polarizam a disputa e não são ameaçados pelos demais pré-candidatos ao Planalto. Entre os outros nomes, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, o mesmo percentual de junho. Romeu Zema (Novo) variou de 2,8% para 3,3%. Renan Santos (Missão) subiu de 2% para 2,8%, enquanto Augusto Cury (Avante) caiu de 1,8% para 1,2%.
Pela primeira vez na série, Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) aparecem com 1,6% e 0,9%, respectivamente. Outros nomes somados atingiram 0,9%. Os votos brancos e nulos somaram 6,8%, e 7,2% dos eleitores se declararam indecisos, ante 7% e 9,9% em junho.
Segundo turno: vantagem de Lula cai, mas segue sólida
Em um eventual segundo turno entre os dois líderes, Lula venceria Flávio Bolsonaro por 48% a 39,1%. Na pesquisa anterior, o placar era de 49,3% a 36,8%. A vantagem do presidente caiu de 12,5 para 8,9 pontos porcentuais, mas, pela margem de erro de 2,2 pontos, o petista ainda seria reeleito.
O presidente também venceria os demais adversários da oposição em cenários de segundo turno. Contra Romeu Zema, a vantagem seria de 49,1% a 34,9%. Diante de Ronaldo Caiado, o placar seria de 47,9% a 35,9%. Contra Renan Santos, a diferença seria de 48,5% a 33%, e contra Augusto Cury, de 48,6% a 32,4%.
Demanda por terceira via persiste, mas menor
Apesar da polarização, a pesquisa detectou que ainda existe espaço para uma terceira via. Entre os entrevistados, 31,5% afirmaram preferir votar em alguém que não seja Lula, alguém da família Bolsonaro ou ligado a eles. O percentual é menor que os 35,8% registrados em junho.
A maioria dos eleitores, porém, já tem decisão tomada. Nada menos que 71,2% declararam ter definido o voto. Entre os eleitores de Lula, 80% estão convictos; entre os de Flávio Bolsonaro, 79%.
Potencial de voto e rejeição dos líderes
O potencial de voto de Lula chega a 52,6%, somando os que votariam com certeza nele (40,5%) e os que poderiam votar (12,1%). Por outro lado, 46,2% afirmaram que não reelegeriam o presidente. O potencial de Flávio Bolsonaro é de 42,1%, sendo 26% de votos certos e 16,1% de votos possíveis. A rejeição ao senador é maior: 54,5% disseram que não votariam nele.
Pesquisa espontânea mostra crescimento de Flávio
Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados aos eleitores, Lula foi citado por 35,3%, ante 34,6% em junho. Flávio Bolsonaro cresceu de 19,8% para 22,4%. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, foi lembrado por 2% dos entrevistados.
Caiado apareceu para 1,3%, Renan Santos para 0,7%, e outros nomes somaram 1%. Brancos e nulos variaram de 7% para 6,5%, enquanto 30,7% se declararam indecisos, ante 32,4% na rodada anterior.
Metodologia e registro da pesquisa
A pesquisa CNT/MDA consultou 2.002 eleitores presencialmente em 140 municípios entre a última quarta-feira (5) e sábado (8). A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. O levantamento tem registro BR-06935/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A leitura fria dos números indica que, embora a vantagem de Lula no segundo turno tenha encolhido, ela permanece fora da margem de erro. O crescimento de Flávio Bolsonaro na espontânea e a redução da rejeição ao senador são pontos de atenção para o palácio do Planalto. Ainda assim, o presidente mantém um potencial de voto superior e uma rejeição menor, o que o coloca em posição confortável nesta fase da campanha.
O cenário de terceira via, embora menor, segue vivo na cabeça de quase um terço do eleitorado. A dúvida é se esses eleitores migrarão para um dos dois polos conforme a eleição se aproxima, ou se algum nome emergirá para capitalizar essa insatisfação. Os próximos levantamentos dirão se a queda na vantagem de Lula é tendência ou ruído estatístico.
Perguntas Frequentes
Quando foi divulgada a pesquisa CNT/MDA?
A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (11), com dados coletados entre a quarta-feira (5) e o sábado (8).
Qual a margem de erro da pesquisa CNT/MDA?
A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
Quantos eleitores foram ouvidos na pesquisa?
Foram consultados 2.002 eleitores presencialmente em 140 municípios.
Qual o número de registro da pesquisa no TSE?
O levantamento tem registro BR-06935/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Lula venceria Flávio Bolsonaro no segundo turno?
Sim, Lula venceria por 48% a 39,1%, com vantagem de 8,9 pontos porcentuais.