Grãos voláteis em Chicago antes de relatórios do USDA
Os contratos futuros de grãos oscilaram em Chicago nesta segunda-feira, com operadores ajustando posições antes do relatório do USDA. Trigo fechou em alta, milho caiu e soja avançou.
Grãos ficam voláteis em Chicago antes de relatórios do USDA
Os contratos futuros de grãos negociados na bolsa de Chicago tiveram uma segunda-feira (10) de altas e baixas, conforme operadores ajustavam posições antes do aguardado relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para quarta-feira. A agência divulgará estimativas de produção e área plantada, números que prometem definir o rumo dos preços no curto prazo.
O trigo recebeu suporte dos riscos de guerra que pairam sobre as exportações do Mar Negro. O contrato mais negociado fechou com alta de 0,75 centavo, a US$ 6,405 por bushel. O milho recuou 0,25 centavo, a US$ 4,6175, enquanto a soja avançou 3,25 centavos, a US$ 11,795 por bushel.
O que mudou no mercado de grãos antes do USDA
A sessão refletiu um mercado em compasso de espera. "Os mercados estão em compasso de espera e se posicionando antes do relatório do USDA na quarta-feira. O maior debate provavelmente gira em torno da área plantada, esses são os números decisivos", disse Dan Basse, presidente da AgResource Company.
Os preços vinham se recuperando das mínimas de várias semanas atingidas na semana passada, impulsionados pela desvalorização do dólar e pela recuperação do petróleo, diante da incerteza sobre um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.
Trigo e o impacto da guerra no Mar Negro
A Ucrânia reduziu sua previsão de exportação de grãos para a safra 2026/27 (julho a junho) em até 12% em relação à projeção anterior, informou o ministro da Agricultura à Reuters na segunda-feira, citando ataques russos ao centro portuário de Odessa, no sul do país.
A queda na previsão ressalta os danos a um país que despacha mais de 90% das exportações de grãos por portos marítimos. Produtos agrícolas representam a maior parcela das exportações totais da Ucrânia.
Ucrânia e Rússia têm atacado cada vez mais navios e portos no conflito que já dura quatro anos e meio. Ainda assim, ambos colhem safras abundantes que podem reforçar os amplos estoques globais.
Milho e soja: números e expectativas
O milho fechou em leve baixa, a US$ 4,6175 por bushel, enquanto a soja subiu a US$ 11,795. Os participantes monitoram o impacto do clima severo de julho nas lavouras de milho dos EUA, embora o retorno das chuvas na semana passada tenha aliviado preocupações com perdas de rendimento.
O trigo segue bem abaixo das máximas de mais de US$ 7 por bushel atingidas no mês passado, quando começaram as interrupções nas exportações do Mar Negro, mas acumula alta de quase 30% no ano.
O que esperar do relatório do USDA
A atenção agora se volta para os números de área plantada, considerados os mais decisivos. Operadores devem reagir com volatilidade a qualquer surpresa nas estimativas, especialmente em um cenário de estoques globais elevados.
Para quem acompanha o setor, a leitura é clara: o ciclo segue sensível a fatores geopolíticos e climáticos, e o relatório de quarta-feira tende a calibrar as expectativas para as próximas semanas. como o clima afeta os preços dos grãos
Perguntas Frequentes
Quando sai o relatório do USDA?
O relatório de oferta e demanda do USDA está previsto para quarta-feira, com estimativas de produção e área plantada.
Por que o trigo subiu em Chicago?
O trigo subiu 0,75 centavo, a US$ 6,405 por bushel, devido aos riscos de guerra que afetam as exportações do Mar Negro, com a Ucrânia reduzindo sua previsão de embarques.
O que aconteceu com o milho e a soja?
O milho caiu 0,25 centavo, a US$ 4,6175, enquanto a soja avançou 3,25 centavos, a US$ 11,795 por bushel.
Qual é o maior debate antes do relatório?
Segundo Dan Basse, da AgResource, o maior debate gira em torno da área plantada, considerada os números decisivos para o mercado.
Como a guerra afeta os preços dos grãos?
A Ucrânia reduziu a previsão de exportação em até 12% para 2026/27, citando ataques a Odessa, o que pressiona a oferta via Mar Negro, mas safras abundantes nos dois países podem conter os preços.