Economia

Conselho da Paz: plano de Trump para Gaza segue em vigor

ResumoO Conselho da Paz confirmou à Reuters que o plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza permanece em vigor, com negociações ativas com Israel. A autoridade do Conselho destacou que a rejeição de Netanyahu à retirada de tropas não invalida a proposta, que segue sendo discutida como base para uma solução futura. O plano continua sendo o principal referencial diplomático em andamento.

Uma autoridade do Conselho da Paz afirmou à Reuters nesta segunda-feira que o plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza continua em vigor, com discussões em andamento com Israel, após Netanyahu rejeitar a retirada de tropas.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 11 de agosto de 2026
Conselho da Paz: plano de Trump para Gaza segue em vigor

Conselho da Paz diz que plano de Trump para Gaza continua em pleno vigor

O plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Gaza ainda está em vigor e as discussões com Israel continuam, afirmou nesta segunda-feira uma autoridade do Conselho da Paz. A declaração vem após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitar a retirada de suas tropas até que o grupo militante palestino Hamas seja "verdadeiramente desarmado".

O que mudou: apesar da rejeição pública de Netanyahu, a autoridade do Conselho da Paz garantiu que o processo segue avançando. "O plano continua em pleno vigor e avançando", disse à Reuters.

Plano segue em vigor e avançando

A autoridade detalhou que o processo se baseia na implementação e na verificação no local. "As discussões com Israel continuam, e a estrutura foi concebida de forma que cada etapa só avance depois que os compromissos exigidos forem cumpridos", afirmou.

A posição reforça que, embora haja ruído político, o cronograma permanece ativo. A fala ocorre um dia depois de Netanyahu reafirmar, no domingo, sua rejeição ao plano em declarações televisionadas dirigidas ao seu governo de direita. A medida acontece mesmo com as Forças de Defesa de Israel tendo efetivamente suspendido os ataques no território sob pressão dos EUA.

Como funciona o plano de Trump para Gaza

Trump anunciou no mês passado que houve um avanço em seu plano para pôr fim à guerra. Tanto Israel quanto o Hamas concordaram com a estrutura, que prevê:

  • Retirada das forças israelenses à medida que o Hamas se desarme
  • Criação de uma Força Internacional de Estabilização
  • Trabalho conjunto com uma nova força policial palestina para garantir a segurança do enclave

O desenho busca criar um caminho gradual, em que cada etapa depende do cumprimento da anterior. A lógica é evitar que qualquer lado tome medidas irreversíveis sem contrapartidas verificáveis.

Complicações e questionamentos sobre o cronograma

Nem tudo correu como planejado. Complicações surgiram, com questionamentos sobre o cronograma do plano. A autoridade do Conselho da Paz, porém, tratou de esclarecer o estágio atual das negociações.

"O roteiro está entre o Conselho de Paz e o Hamas, e as discussões com Israel continuam. Não está sendo pedido a Israel que confie cegamente ou que tome medidas irreversíveis antes que passos verificáveis sejam dados no terreno", disse.

A fala busca tranquilizar o lado israelense, que resiste a qualquer movimento que possa ser interpretado como concessão unilateral. A exigência de Netanyahu é clara: as tropas só sairão quando o Hamas estiver verdadeiramente desarmado.

O papel da verificação no local

Um dos pontos centrais do plano é a verificação no local. A estrutura foi desenhada para que cada avanço dependa de compromissos cumpridos, o que reduz o risco de descumprimento por qualquer das partes.

Para analistas, essa engenharia institucional é o que mantém o plano vivo mesmo diante da retórica dura de Netanyahu. A verificação serve como ponte entre a exigência israelense de desarmamento e a demanda palestina por retirada das tropas.

O ciclo, nesse caso, tende a favorecer quem controla o ritmo da implementação. E, pelo tom das declarações, o Conselho da Paz segue no comando do processo.

O que esperar dos próximos passos

A continuidade das discussões com Israel indica que o plano não foi arquivado. A rejeição pública de Netanyahu, embora relevante, não interrompeu as negociações técnicas.

A pressão dos EUA sobre Israel, evidenciada pela suspensão efetiva dos ataques pelas Forças de Defesa de Israel, sugere que Washington mantém o plano como prioridade. Resta saber se o cronograma resistirá aos próximos embates políticos.

Para investidores e observadores do Oriente Médio, o sinal mais importante é a permanência do diálogo. Enquanto as conversas continuam, há espaço para avanço. O ciclo sempre vira, mas a velocidade depende da verificação no terreno.

Perguntas Frequentes

O plano de Trump para Gaza foi arquivado?

Não. Uma autoridade do Conselho da Paz afirmou à Reuters que o plano continua em pleno vigor e avançando, com discussões em andamento com Israel.

Por que Netanyahu rejeitou o plano?

Netanyahu reafirmou no domingo sua rejeição à retirada de tropas até que o Hamas seja verdadeiramente desarmado, em declarações televisionadas ao seu governo de direita.

O que prevê o plano de Trump para Gaza?

O plano prevê a retirada das forças israelenses à medida que o Hamas se desarme, a criação de uma Força Internacional de Estabilização e o trabalho com uma nova força policial palestina.

As Forças de Defesa de Israel suspenderam os ataques?

Sim. As Forças de Defesa de Israel efetivamente suspenderam os ataques no território sob pressão dos EUA, conforme informou a autoridade à Reuters.

Como o plano será verificado?

O processo se baseia na implementação e na verificação no local. Cada etapa só avança depois que os compromissos exigidos forem cumpridos, segundo a autoridade do Conselho da Paz.

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