Economia

Alckmin: exportação para UE cresce 4% em 60 dias de acordo

ResumoGeraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil, registrou crescimento de quase 4% nas exportações brasileiras para a União Europeia nos primeiros 60 dias do acordo Mercosul-UE. O aumento foi citado por Alckmin como resultado direto da vigência do pacto. O vice-presidente também apontou a existência de "protecionismo escondido" em barreiras sanitárias impostas pelo bloco europeu.

Em 60 dias de vigência do acordo Mercosul-UE, exportação do Brasil para a União Europeia cresceu quase 4%, segundo Alckmin. Vice-presidente também citou "protecionismo escondido" sanitário.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 10 de agosto de 2026
Alckmin: exportação para UE cresce 4% em 60 dias de acordo

Alckmin: em 60 dias de vigência do acordo Mercosul-UE, exportação para UE cresceu 4%

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira, 10, que a exportação do Brasil para a União Europeia cresceu quase 4% nos primeiros 60 dias de vigência do acordo comercial entre o bloco europeu e o Mercosul. A declaração ocorreu na abertura do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Exportação para UE cresce quase 4% após acordo Mercosul-UE

Segundo Alckmin, o crescimento de quase 4% das exportações para a União Europeia nos últimos dois meses mostra o impacto positivo da vigência provisória do acordo. Ele disse que esse tipo de acordo "tem nos ajudado mesmo com as questões americanas para bater recorde de exportação".

O dado reforça o otimismo do governo com o comércio exterior, mesmo em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos.

O que mudou no comércio com a UE em 60 dias

A vigência provisória do acordo Mercosul-UE, iniciada há cerca de dois meses, já se reflete nos números. A alta de quase 4% nas exportações para o bloco europeu é o primeiro sinal concreto do impacto comercial.

Para o vice-presidente, o acordo tem funcionado como um contrapeso às dificuldades no mercado americano. Ele reforçou que o Brasil segue empenhado na negociação com os Estados Unidos.

"Protecionismo escondido" na área sanitária

Alckmin afirmou que há no mundo "um protecionismo escondido" por parte de alguns países, com base em questões sanitárias. Ele não mencionou nenhum país, mas o Brasil enfrenta problemas com a União Europeia quanto à exportação de carne.

O bloco europeu suspendeu a autorização de importação de carnes bovina e de frango do Brasil a partir de 3 de setembro. O motivo dado pelos europeus é a falta de comprovação de novas normas sobre o controle de antimicrobianos na pecuária brasileira.

"A questão da vigilância sanitária é fundamental. Depois de 18 anos, foram revitalizados quase mil colaboradores para sermos rigorosos com a vigilância sanitária", afirmou Alckmin.

Vigilância sanitária e o caso da febre aftosa

O vice-presidente destacou avanços do Brasil na área sanitária. Entre eles, o fato de o país ser hoje exportador de carne sem vacinação contra febre aftosa, não precisando mais de vacinação. Ele também citou a influenza aviária: o Brasil está livre, com um caso controlado em 28 dias.

"E temos que avançar mais, porque há hoje um protecionismo escondido, sobre a questão sanitária", completou.

Negociação com os Estados Unidos segue na mesa

Alckmin voltou a dizer que o Brasil terá "todo o empenho pela negociação" com os Estados Unidos e que "não vamos sair da mesa de negociação". Ele classificou a situação atual como uma distorção a ser corrigida.

"Todo o empenho pela negociação. Não vamos sair da mesa de negociação. Vamos insistir e mostrar a injustiça", afirmou. "Não tem o menor sentido isso. Vamos trabalhar firmemente para corrigir essa distorção e voltar ao mercado americano. Hoje, afeta 15% das nossas exportações, está muito afetada a indústria."

O que esperar do comércio exterior brasileiro

Os próximos meses devem mostrar se a alta de 4% nas exportações para a UE se sustenta. A negociação com os Estados Unidos, que afeta 15% das exportações brasileiras, segue como ponto de atenção.

Para quem acompanha o setor, o cenário combina avanço no mercado europeu e incerteza no americano. O acordo Mercosul-UE, mesmo em vigência provisória, já aparece como um fator de alívio.

Perguntas Frequentes

O que Alckmin disse sobre a exportação para a UE?

Alckmin afirmou que, em 60 dias de vigência do acordo Mercosul-UE, a exportação do Brasil para a União Europeia cresceu quase 4%.

Por que a UE suspendeu a importação de carne do Brasil?

O bloco europeu suspendeu a autorização de importação de carnes bovina e de frango do Brasil a partir de 3 de setembro, por falta de comprovação de novas normas sobre o controle de antimicrobianos na pecuária brasileira.

O que é "protecionismo escondido" para Alckmin?

Segundo o vice-presidente, é um protecionismo baseado em questões sanitárias, usado por alguns países sem que ele tenha citado nenhum nominalmente.

Qual o impacto da negociação com os EUA nas exportações?

Alckmin disse que a questão americana afeta 15% das exportações brasileiras, com a indústria muito afetada.

O Brasil está livre de febre aftosa?

Sim, segundo Alckmin, o Brasil é hoje um país exportador de carne sem vacinação contra febre aftosa.

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