Por que Ibovespa recua nesta 2ª com alta da Petrobras?
Ibovespa cedia 0,20% aos 172.236 pontos, com ações sensíveis a juros em queda, apesar da alta da Petrobras. Juros dos EUA e petróleo em foco.
Por que Ibovespa recua nesta 2ª, mesmo com alta da Petrobras?
O Ibovespa opera em baixa nesta segunda-feira, pressionado pelo avanço dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA, que contaminam as taxas dos DIs no Brasil. A alta do petróleo, que impulsiona a Petrobras, limita a queda do índice, que trabalha perto dos 172 mil pontos. As ações sensíveis a juros estão entre as maiores quedas, enquanto a Embraer é o destaque positivo, com alta de mais de 7%.
Por volta de 13h, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,20%, aos 172.236,94 pontos. No melhor momento, o índice chegou a avançar a 172.935,59 pontos, mas a mínima do dia foi de 171.524,22 pontos. O dólar futuro segue sem direção definida, o Nasdaq se aproxima do recorde e o Bitcoin tenta reagir abaixo dos US$ 70 mil.
O que move o Ibovespa hoje: juros americanos e petróleo em alta
O rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA avança a 4,6842%, após um alívio na última sexta-feira. Esse movimento contamina as taxas dos DIs no Brasil e reverbera na bolsa. Em Nova York, o S&P 500 subia 0,15%.
Sem sinais de acordo entre EUA e Irã, o petróleo chegou a subir mais de 3% no final da manhã, com o Brent em US$ 86,39 o barril. A alta eleva preocupações inflacionárias, ainda mais pela divulgação do CPI norte-americano, sobretudo após o payroll mostrar fechamento de vagas de emprego nos EUA na semana passada. A despeito da cautela, a alta favorecia as ações da Petrobras a 1,5%, limitando a queda do Ibovespa a 0,19%, para 172.179,07 pontos.
A principal rota de navegação de petróleo segue fechada. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã reafirmou que o país não reabrirá o Estreito de Ormuz até que Washington atenda às condições iranianas.
Petrobras em alta com revisão do Itaú BBA
A Petrobras (PETR3; PETR4) opera com forte alta, após revisão de estimativas do Itaú BBA para as produtoras de petróleo, com base nos resultados do segundo trimestre de 2026. PETR4 opera com alta de 2,08% e a PETR3 sobe 1,93%. O banco também atualizou os preços-alvo para o final de 2027 para todas as companhias, incorporando um preço médio do petróleo menor.
Para o BBA, a Petrobras segue como destaque, com o banco mantendo a recomendação de compra. Apesar da classificação elevada, o banco ajustou para baixo o preço-alvo para 2027, saindo de R$ 64 por ação para R$ 63.
Embraer dispara após balanço forte
A Embraer (EMBJ3) sobe cerca de 7% após a companhia reportar nesta segunda-feira lucro líquido ajustado de R$ 1,11 bilhão para o segundo trimestre de 2026, um crescimento de cerca de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita foi recorde para o segundo trimestre, de R$ 11,34 bilhões. A fabricante de aviões também elevou suas projeções de margem operacional e fluxo de caixa para 2026.
Blue chips em alta limitam queda
Entre as blue chips, a Petrobras (PETR4) sobe 1,49%, endossada pelo avanço do petróleo no exterior, e a Vale (VALE3) sobe 1,05%, em dia de fraqueza dos futuros do minério de ferro na China. Ambas passaram por revisões de preços nesta sessão.
Vamos recua com renúncia de diretor
Na ponta negativa, a Vamos (VAMO3) recua mais de 4%, tendo como pano de fundo a renúncia de José Cezário aos cargos de diretor financeiro e de diretor de relações com investidores da companhia de aluguel e gestão de frotas de veículos pesados. Ele seguirá nos postos até o próximo dia 17, quando Rodrigo Araujo de Faria, atual diretor de RI não-estatutário, passa a ocupar interinamente as funções.
O que esperar do Ibovespa: análise gráfica e suportes
De acordo com analistas do BB Investimentos, o mercado acionário brasileiro deve seguir sensível à temporada de resultados, aos dados de expectativas de inflação e juros, além das reações em torno do desenrolar das eleições.
"Caso siga o movimento de baixa, os suportes mais relevantes estão abaixo dos 170 mil pontos (167,7 mil pontos)", afirmaram em relatório com análise gráfica semanal do Ibovespa.
"No entanto, importante destacar que, mesmo com a realização recente, o Ibovespa ainda opera em uma tendência primária de alta no longo prazo, estabelecida desde janeiro de 2025, com próxima resistência na faixa dos 175.000 pontos."
Mercado em compasso de espera
"Os mercados estão em compasso de espera pelas divulgações desta semana", diz Pedro Cutolo, estrategista da One. Conforme Cutolo, as pesquisas eleitorais para a Presidência da República, que têm saído, estão sendo monitoradas, mas sem influenciar os ativos. Agora, o foco é ver como os dados e a comunicação dos bancos centrais vão se refletir nos preços, indica.
O ciclo sempre vira, e a leitura para o investidor é de cautela: a tendência primária de alta segue intacta, mas o curto prazo pede atenção aos juros americanos e ao petróleo. análise de mercado
Perguntas Frequentes
O Ibovespa pode cair abaixo dos 170 mil pontos?
Os analistas do BB Investimentos indicam que, se o movimento de baixa continuar, os suportes mais relevantes estão abaixo dos 170 mil pontos, na faixa dos 167,7 mil pontos. suportes do ibovespa
Por que a Petrobras sobe mesmo com o Ibovespa em queda?
A Petrobras sobe impulsionada pela alta do petróleo no exterior e pela revisão de estimativas do Itaú BBA, que manteve a recomendação de compra para a companhia.
Qual o impacto dos juros dos EUA no Ibovespa?
O avanço do rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA contamina as taxas dos DIs no Brasil, o que pressiona as ações sensíveis a juros e o Ibovespa como um todo.
O que esperar para o Ibovespa no curto prazo?
O mercado segue em compasso de espera pelas divulgações da semana, como o CPI dos EUA, e monitora os dados de inflação, juros e o desenrolar das eleições no Brasil.