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Ouro tem nova alta com calibração de apostas sobre juros nos EUA

ResumoO ouro registrou alta de 0,48% nesta terça-feira (11), atingindo US$ 4.441,10 por onça-troy, com o metal permanecendo acima de US$ 4.400. O movimento ocorre apesar da valorização do petróleo, impulsionado por juros futuros dos EUA abaixo do esperado, que reduziram a pressão sobre o ativo.

O ouro subiu 0,48% nesta terça-feira (11), a US$ 4.441,10 por onça-troy, mantendo o metal acima de US$ 4.400. A alta ocorre apesar da valorização do petróleo, com juros futuros dos EUA abaixo do esperado.

Otávio Bandeira
Otávio Bandeira Analista de mercado de capitais · 11 de agosto de 2026
Ouro tem nova alta com calibração de apostas sobre juros nos EUA

Ouro tem nova alta com calibração de apostas sobre juros nos EUA

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta terça-feira (11), mantendo o metal acima do nível de US$ 4.400 por onça-troy. O avanço da commodity nas duas primeiras sessões da semana ocorre apesar da valorização do petróleo, algo que vinha pressionando o ativo nos últimos meses. O número conta a história: o ouro para agosto subiu 0,48%, a US$ 4.441,10 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex).

Por que o ouro sobe apesar do petróleo em alta?

A correlação entre o ouro e o petróleo tem sido predominantemente negativa nos últimos meses. A lógica por trás disso é direta: quando o petróleo sobe, as expectativas de aumento das taxas de juros pelo Fed também sobem, o que tende a pressionar o ouro, um ativo que não paga juros. Nesta semana, porém, esse mecanismo perdeu força. As expectativas em relação às taxas de juros subiram apenas ligeiramente, segundo o Commerzbank, e permanecem abaixo dos níveis observados antes da divulgação, na última sexta-feira, dos dados decepcionantes sobre o mercado de trabalho dos EUA.

O papel dos ETFs no impulso ao ouro

Além da calibração das apostas de juros, o ouro vem recebendo impulso dos investidores de ETFs. Segundo dados da Bloomberg, houve entradas líquidas de 14,5 toneladas em ETFs de ouro nos últimos quatro pregões. Esse fluxo recente soma-se a um movimento mais amplo: dados do Conselho Mundial do Ouro (WGC) mostram que os ETFs de ouro globais registraram entradas líquidas de 23,5 toneladas em julho. O contraste com os dois meses anteriores é notável, quando as participações desses ETFs caíram em um total de 92,5 toneladas.

O que explica as entradas em ETFs de ouro?

O WGC atribui essas entradas a uma combinação de fatores: a correção nas ações de tecnologia, o surgimento de interesse de compra devido aos preços mais baixos do ouro, as perspectivas incertas em relação ao Fed e as tensões contínuas entre os EUA e o Irã. Para o investidor, o fluxo para ETFs funciona como um termômetro do apetite institucional pelo metal.

Ceticismo do Commerzbank frente à alta

Apesar do movimento positivo, o Commerzbank adota uma postura cautelosa. O banco aponta: "encaramos a recente alta de preços com ceticismo, pois é pouco provável que as expectativas de taxas de juros se desvinculem da alta dos preços do petróleo de forma sustentada". Em outras palavras, o alívio atual pode ser temporário, e a relação histórica entre ouro e petróleo tende a se reafirmar. impacto do petróleo no mercado de commodities

O que os números mostram sobre o fluxo de capital

A leitura dos dados desta semana revela um mercado em compasso de espera. O ouro subiu 0,48%, mas a prata para setembro caiu 0,52%, a US$ 64,935 por onça-troy. Essa divergência entre os dois metais preciosos sugere que o movimento é mais específico do ouro do que uma alta generalizada do setor. prata como alternativa de investimento

Como o cenário de juros nos EUA afeta o ouro?

O pano de fundo macroeconômico segue dominado pelas expectativas em torno do Fed. Os dados decepcionantes de emprego divulgados na última sexta-feira reduziram as apostas em aumentos de juros, o que beneficia o ouro. No entanto, a alta do petróleo reintroduz pressão inflacionária, e o Commerzbank alerta que essa dinâmica pode não se sustentar. Para quem acompanha o mercado, a pergunta central é: até quando o ouro conseguirá ignorar o petróleo?

O que observar nos próximos pregões

Analistas acompanham de perto tanto os fluxos de ETFs quanto os dados macroeconômicos dos EUA. As entradas em ETFs, se mantidas, podem dar suporte adicional ao ouro. Por outro lado, qualquer sinal de alta mais forte nas expectativas de juros pode reverter o movimento. O ceticismo do Commerzbank serve como contraponto ao otimismo do fluxo recente. estratégias de hedge com ouro

Perguntas Frequentes

O ouro subiu quanto nesta terça-feira?

O ouro para agosto subiu 0,48% na Comex, fechando a US$ 4.441,10 por onça-troy.

Por que o ouro subiu apesar da alta do petróleo?

Porque as expectativas de juros nos EUA subiram apenas ligeiramente, permanecendo abaixo dos níveis vistos antes dos dados de emprego da última sexta-feira.

O que diz o Commerzbank sobre a alta do ouro?

O Commerzbank vê a alta com ceticismo, afirmando que é pouco provável que as expectativas de juros se desvinculem da alta do petróleo de forma sustentada.

Qual foi a entrada líquida em ETFs de ouro?

Segundo a Bloomberg, houve entradas líquidas de 14,5 toneladas nos últimos quatro pregões. Em julho, o WGC registrou 23,5 toneladas em entradas globais.

A prata também subiu?

Não. A prata para setembro caiu 0,52%, a US$ 64,935 por onça-troy.

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