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POMO4: Itaú BBA corta preço-alvo a R$ 7,50 e mantém compra

ResumoA Marcopolo (POMO4) recebeu do Itaú BBA corte no preço-alvo de R$ 10,00 para R$ 7,50, com manutenção da recomendação de compra. O banco projeta potencial de valorização de 66% sobre o último fechamento, refletindo perspectiva de recuperação operacional. A revisão incorpora cenário de margens mais pressionadas no curto prazo, mas mantém visão positiva para o papel.

O Itaú BBA cortou o preço-alvo da Marcopolo (POMO4) em cerca de 25%, para R$ 7,50, mas manteve a recomendação de compra. O papel ainda oferece potencial de valorização de 66% sobre o fechamento anterior, segundo o banco.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 10 de agosto de 2026
POMO4: Itaú BBA corta preço-alvo a R$ 7,50 e mantém compra

Marcopolo (POMO4): O que fez o Itaú BBA cortar o preço-alvo e manter compra para o papel?

O Itaú BBA reduziu o preço-alvo da Marcopolo (POMO4) em cerca de 25%, para R$ 7,50, mas manteve a recomendação de compra. O novo preço-alvo ainda implica um potencial de valorização (upside) de 66% sobre o fechamento anterior, segundo relatório do banco.

Por que o Itaú BBA cortou o preço-alvo da POMO4?

O time de analistas do banco disse observar pouco espaço para uma reprecificação das ações no curto prazo, especialmente após um segundo trimestre (2T26) abaixo das expectativas. Os números recentes aumentaram a possibilidade de os investidores adotarem uma postura mais conservadora em relação às estimativas para 2027.

O que sustenta a recomendação de compra?

Apesar do corte, o banco mantém a compra. O papel recua cerca de 20% no último mês e, ao mesmo tempo, oferece um dividend yield de aproximadamente 10%, o que limita o espaço para novas quedas. A combinação de múltiplos baixos e dividendo elevado reduz o risco de novas desvalorizações.

Quais são as novas estimativas do BBA para a Marcopolo?

O banco revisou as projeções para a companhia. Para 2026, prevê receita de R$ 8,7 bilhões e lucro líquido de R$ 1,12 bilhão, contra R$ 9,6 bilhões e R$ 1,26 bilhão anteriormente. Já para 2027, projeta receita de R$ 9,39 bilhões e lucro líquido de R$ 1,14 bilhão, versus R$ 10,8 bilhões e R$ 1,39 bilhão antes.

As expectativas de lucro do BBA ficam, em média, 12% abaixo do consenso tanto para este ano quanto para o que vem.

Valuation: múltiplos baixos, mas sem gatilho de alta

Com as novas estimativas, a ação é cotada, pelas contas do banco, a cerca de 5 vezes o lucro projetado para 2026 e 4,9 vezes para 2027. Na avaliação dos analistas, o valuation até oferece suporte para o papel, mas não representa um gatilho de alta.

Isso porque, embora múltiplos baixos e um dividend yield elevado reduzam o risco de novas quedas, eles não são suficientes para provocar uma reprecificação enquanto as estimativas de resultados continuam sob pressão.

Fatores que podem pressionar os resultados futuros

O BBA cita fatores que podem pressionar os resultados futuros da Marcopolo, sem detalhar cada um no relatório. A revisão das estimativas reflete esse cenário de cautela.

O que pode impulsionar o papel nos próximos meses?

Do lado positivo, o BBA destaca que a Marcopolo conta com exposição ao dólar e demanda represada em mercados importantes, como Brasil, México e Argentina. A companhia também possui uma política de distribuição de aproximadamente 50% do lucro, o que, segundo o banco, sustenta o dividendo elevado.

Os analistas apontam fatores que podem ajudar a definir a trajetória do papel:

  • Uma normalização das entregas do programa Caminho da Escola mais rápida do que o esperado poderia impulsionar uma recuperação mais acentuada dos volumes.
  • Um mix de produtos mais favorável poderia sustentar margens acima das estimativas.

"Uma normalização das entregas do programa Caminho da Escola mais rápida do que o esperado poderia impulsionar uma recuperação mais acentuada dos volumes. Além disso, um mix de produtos mais favorável poderia sustentar margens acima de nossas estimativas", afirmou o Itaú BBA.

Quais são os riscos para a POMO4?

"Em contrapartida, uma demanda mais fraca no terceiro e quarto trimestres de 2026 permanece como o principal risco. Caso os clientes adiem compras em meio à incerteza eleitoral, a recomposição da carteira de pedidos (backlog) poderia decepcionar e desencadear novas revisões para baixo nas projeções de resultados", ponderou o banco.

Perguntas Frequentes

O Itaú BBA cortou o preço-alvo da Marcopolo?

Sim, o Itaú BBA cortou o preço-alvo da Marcopolo (POMO4) em cerca de 25%, de um valor anterior para R$ 7,50, mantendo a recomendação de compra.

Qual é o upside da POMO4 segundo o Itaú BBA?

O novo preço-alvo de R$ 7,50 implica um potencial de valorização de 66% sobre o fechamento anterior.

Por que o Itaú BBA manteve a recomendação de compra?

O banco manteve a compra porque o papel recua cerca de 20% no último mês e oferece um dividend yield de aproximadamente 10%, o que limita o espaço para novas quedas.

Quais são as novas estimativas do BBA para 2026?

Para 2026, o BBA prevê receita de R$ 8,7 bilhões e lucro líquido de R$ 1,12 bilhão, abaixo das projeções anteriores de R$ 9,6 bilhões e R$ 1,26 bilhão.

Qual é o principal risco para a Marcopolo?

O principal risco é uma demanda mais fraca no terceiro e quarto trimestres de 2026, com clientes adiando compras em meio à incerteza eleitoral, o que poderia decepcionar na recomposição do backlog.

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