Embraer (EMBJ3) dispara após balanço e supera R$ 100
As ações da Embraer (EMBJ3) dispararam na segunda-feira (10), tocando R$ 101,22 na máxima, após balanço do 2º trimestre com lucro ajustado de R$ 1,113,6 bilhão, alta de 25,1%. A companhia dobrou a projeção de fluxo de caixa livre para 2026.
Embraer (EMBJ3) dispara após balanço e supera R$ 100 com resultado acima do esperado
As ações da Embraer (EMBJ3) disparam nesta segunda-feira (10), após a divulgação dos resultados do segundo trimestre e novas projeções otimistas para o acumulado do ano. Na máxima da manhã, os papéis da fabricante de aeronaves tocaram os R$ 101,22, mas reduziram os ganhos e fecharam com alta de 2,31%, a R$ 94,66.
O que mudou com o balanço do 2º trimestre?
O lucro líquido ajustado atingiu R$ 1,113,6 bilhão no trimestre, montante 25,1% superior ao reportado no mesmo intervalo do ano passado. Além do resultado positivo, a companhia elevou sua projeção de fluxo de caixa livre para 2026, que agora deve somar US$ 400 milhões ou mais, o dobro do piso previsto anteriormente, de US$ 200 milhões.
A receita líquida alcançou US$ 2,2 bilhões, alta de 23% na comparação anual, impulsionada pelo crescimento de todos os segmentos, com destaque para Aviação Executiva e Defesa.
A margem EBIT recorrente (lucro antes de juros e impostos) foi outro ponto positivo, atingindo 10,2%, acima das estimativas da XP e do consenso do mercado. O indicador também avançou 2,7 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, reduzindo as preocupações sobre a trajetória de rentabilidade da companhia.
O que dizem os analistas sobre a Embraer?
A XP Investimentos avaliou como sólidos os resultados da Embraer no segundo trimestre, destacando o crescimento da receita, a recuperação da rentabilidade e a forte geração de caixa. Segundo os analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes, a receita líquida alcançou US$ 2,2 bilhões, alta de 23% na comparação anual.
O fluxo de caixa livre (FCF) somou US$ 401 milhões, beneficiado pelo desempenho operacional mais forte e pela dinâmica de PDPs (pagamentos antecipados de clientes). A XP reiterou sua visão positiva sobre a Embraer, pois segue enxergando uma combinação atraente de crescimento de lucros, visibilidade da carteira de pedidos e potencial de expansão, que permanece subestimada pelo mercado.
O Itaú BBA também avaliou como positivos os resultados, destacando que o EBIT ajustado superou as estimativas já otimistas do banco, impulsionado por uma melhora nas dinâmicas operacionais. Com isso, a instituição já esperava uma reação positiva das ações e mantém a Embraer como sua principal escolha no setor.
A revisão das projeções para margem EBIT e geração de fluxo de caixa livre (FCF) também deve levar a um aumento do consenso do mercado para 2026, embora o impacto esperado para 2027 seja menor. Além disso, o Itaú BBA avalia que o resultado do segundo trimestre pode contribuir para uma reprecificação das ações da Embraer.
Segundo analistas do Scotiabank, o desempenho operacional da Embraer foi sólido e abrangente, com as vendas cada vez mais especializadas nos segmentos de negócios da empresa com margens mais elevadas.
Perspectivas de crescimento e lucratividade
A Embraer destacou uma perspectiva de aceleração da lucratividade nos próximos anos, com o CEO afirmando que o crescimento do lucro deve superar o avanço da receita. A companhia também vê espaço para ganhos de rentabilidade na aviação comercial e espera melhorar o nivelamento da produção a partir de 2027.
No setor de Defesa, a Embraer avalia que o atual cenário geopolítico tem impulsionado a demanda, com países acelerando campanhas de vendas. A expectativa é que o segmento represente 12% a 15% da receita em 2030, mas com rentabilidade crescente.
A companhia também afirmou que a capacidade de produção não será um limitador para o crescimento. Até 2030, a Embraer espera alcançar capacidade de produção de 110 a 120 aeronaves comerciais por ano.
O que esperar da Eve e do programa eVTOL?
Na Eve, fabricante de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), a expectativa é que os primeiros veículos entrem em operação no Brasil e nos Estados Unidos a partir de 2028. A empresa possui atualmente cerca de 3 mil cartas de intenção de compra, além de alguns pedidos firmes.
A Embraer ainda afirmou que o contexto atual tem sido favorável tanto para Defesa quanto para aviação comercial e espera avanços significativos do programa eVTOL ao longo deste ano e no início de 2027.
Vale a pena investir em EMBJ3 agora?
Para o Itaú BBA, a tese de investimento permanece intacta. No entanto, o banco avalia que a combinação de um trimestre forte com a elevação das projeções para 2026 deve colocar a Embraer no radar de um número maior de investidores. A instituição destaca que a companhia é, surpreendentemente, pouco acompanhada pelos investidores locais.
Segundo o banco, a Embraer está entre as empresas tecnologicamente mais avançadas do Brasil, com uma trajetória clara de crescimento de dois dígitos nos próximos anos e riscos positivos para as estimativas.
Perguntas Frequentes
Por que as ações da Embraer subiram?
As ações subiram após a divulgação do balanço do 2º trimestre, com lucro líquido ajustado de R$ 1,113,6 bilhão, alta de 25,1% ante o mesmo período do ano passado, e novas projeções otimistas para 2026.
Qual foi a alta das ações da Embraer?
Os papéis fecharam com alta de 2,31%, a R$ 94,66, após tocar R$ 101,22 na máxima da manhã.
O que mudou na projeção de fluxo de caixa da Embraer?
A companhia elevou a projeção de fluxo de caixa livre para 2026 para US$ 400 milhões ou mais, o dobro do piso anterior, de US$ 200 milhões.
O que os analistas acham da Embraer?
XP, Itaú BBA e Scotiabank avaliaram os resultados como sólidos, com destaque para crescimento de receita, recuperação de rentabilidade e forte geração de caixa.
Quando os eVTOLs da Eve devem operar?
Os primeiros veículos devem entrar em operação no Brasil e nos Estados Unidos a partir de 2028, com cerca de 3 mil cartas de intenção de compra.
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