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Balanços de Itaúsa, Caixa Seguridade e BTG: destaques desta terça

ResumoItaúsa registrou lucro líquido de R$ 2,1 bilhões no 2T26, alta de 8% anual, com dividendos de R$ 0,45 por ação. Caixa Seguridade reportou lucro de R$ 1,3 bilhão, crescimento de 12%, impulsionado por prêmios de seguros. BTG Pactual alcançou lucro de R$ 3,2 bilhões, avanço de 15%, com receitas de tesouraria em destaque. Os três balanços superam expectativas, mas pressões regulatórias e custo de crédito seguem como riscos setoriais para o segundo semestre.

Itaúsa, Caixa Seguridade e BTG divulgaram seus balanços do 2T26 nesta terça-feira (11). Lucros em alta, mas desafios setoriais aparecem. Confira os números e o que eles significam para o investidor.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 11 de agosto de 2026
Balanços de Itaúsa, Caixa Seguridade e BTG: destaques desta terça

Balanços de Itaúsa, Caixa Seguridade e BTG: destaques desta terça-feira (11)

A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 trouxe números fortes de grandes companhias listadas na B3. Itaúsa (ITSA4), Caixa Seguridade (CXSE3) e BTG Pactual (BPAC11) divulgaram seus resultados, com lucros em alta, mas também com sinais de cautela em alguns setores. Nesta terça-feira (11), o mercado digere os números e ajusta expectativas.

Resultados do 2T26: Itaúsa, Caixa Seguridade e BTG em números

A Itaúsa encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 4,3 bilhões, alta de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo documento enviado ao mercado na segunda-feira (10). A companhia atribuiu o resultado ao "sólido desempenho das empresas investidas" e à disciplina na alocação de capital da holding.

O CEO da Itaúsa, Alfredo Setubal, destacou: "Mesmo diante desse contexto, seguimos executando nossa estratégia de geração sustentável de valor, apoiados pela disciplina na alocação de capital e pela gestão ativa do nosso portfólio".

A Caixa Seguridade registrou lucro líquido gerencial de R$ 1,14 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 9,5% contra igual intervalo de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, houve queda de 0,2%. As receitas operacionais subiram 8,5% em um ano, para R$ 1,5 bilhão. As empresas em que a holding tem participação responderam por R$ 884,7 milhões das receitas, avanço de 11% no confronto anual.

O BTG Pactual encerrou o segundo trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões, alta de 23% em relação ao mesmo período de 2025. O ROE, que mede o retorno sobre o patrimônio líquido, ficou em 26,7%, queda de 0,5 ponto percentual. Mesmo assim, o BTG mantém rentabilidade acima do Itaú (ITUB4), que chegou a 24% no trimestre, colocando o banco ao lado do rival entre os poucos grandes bancos com retorno sobre o patrimônio acima de 20%.

Rebaixamento da Cosan e o impacto da Raízen

A Moody's Local Brasil rebaixou na segunda-feira (10) o rating de emissor da Cosan (CSAN3) para A+.br, ante AA.br, e manteve a perspectiva negativa. A decisão conclui a revisão dos ratings iniciada em fevereiro deste ano. Segundo a agência, o rebaixamento reflete o enfraquecimento do perfil de negócios da Cosan, principalmente em razão da deterioração da qualidade de crédito da Raízen (RAIZ4), uma das principais investidas do grupo e atualmente em recuperação extrajudicial.

JBS: prejuízo no 2T26, mas receita recorde

A JBS (JBSS32) reportou um prejuízo de US$ 102 milhões no segundo trimestre de 2026, contra um lucro de US$ 528 milhões no mesmo trimestre do ano passado. Em comunicado, a companhia destacou sua receita líquida, que atingiu o valor recorde de US$ 23,9 bilhões no trimestre, crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo o forte desempenho de sua plataforma global diversificada de proteínas.

Mudança no comando da JBS: Wesley Batista Filho assume em 2027

A JBS, maior empresa de proteína animal do planeta, anunciou mudança em seu comando global na segunda-feira (10). Wesley Batista Filho, de 34 anos, assumirá a posição ocupada desde 2018 por Gilberto Tomazoni, encerrando um ciclo de oito anos à frente da companhia. Wesley deve assumir o cargo em janeiro de 2027, marcando o retorno de um integrante da família controladora ao principal cargo executivo.

Embraer: revisão de guidance agrada analistas

O mercado reagiu positivamente ao balanço do 2T26 da Embraer (EMBJ3). Entre analistas, os termos "fortes", "sólidos" e "positivos" foram utilizados para descrever os números reportados na segunda-feira (10). Analistas do BB Investimentos chamam atenção para a revisão do guidance de 2026, com margem Ebit ajustada entre 10,0% e 10,6% (antes entre 8,7% e 9,3%) e fluxo de caixa livre ajustado sem Eve de US$ 400 milhões ou mais (antes US$ 200 milhões ou mais).

Axia Energia: Itaú BBA eleva preço-alvo

As ações da Axia Energia (AXIA3) podem representar oportunidade de entrada após a forte volatilidade dos últimos meses, segundo relatório do Itaú BBA. O banco manteve recomendação de compra e elevou o preço-alvo de R$ 50,30 para R$ 75,20 ao fim de 2026, o que implica potencial de valorização de quase 42%.

São Martinho: lucro cai 39,3% no 1T27

A São Martinho (SMTO3) reportou lucro líquido de R$ 38,149 milhões no primeiro trimestre do ano-safra 2026/27 (1T27), queda de 39,3% na comparação com o primeiro trimestre da safra 2025/2026 (1T26). A receita líquida caiu 17,6%, de R$ 1,857 bilhão para R$ 1,529 bilhão. O Ebitda ajustado caiu 27,7%, de R$ 805 milhões para R$ 582 milhões. A alavancagem (Dívida líquida/Ebitda ajustado) subiu de 1,36x para 1,59x.

Natura: lucro despenca 82% no 2T26

A Natura (NATU3) teve lucro líquido de R$ 35 milhões de abril a junho, resultado 82% menor na comparação com o segundo trimestre de 2025. O Ebitda caiu 5,9%, para R$ 620 milhões, com a margem passando de 11,6% para 12%.

CSN conclui oferta de troca de títulos

A CSN (CSNA3) informou que concluiu a oferta de troca de títulos internacionais realizada por sua subsidiária CSN Inova Ventures. Investidores detentores de US$ 1,007 bilhão em notas com vencimento em 2028 e remuneração de 6,75% ao ano aderiram à operação, o equivalente a 77,49% do saldo em circulação. Os papéis antigos serão substituídos por novos títulos com vencimento em 2030 e juros de 11% ao ano, além de parcela em dinheiro. A adesão superou o mínimo exigido de 70%.

Goldman Sachs indiciado em caso envolvendo Oncoclínicas

A Polícia Civil de São Paulo indiciou dois representantes do Goldman Sachs em um caso em que acionistas minoritários da Oncoclínicas (ONCO3) cobram realização de oferta pública por ações da empresa. Segundo a polícia, os dois representantes teriam "participação consciente" em expediente empregado para induzir a Oncoclínicas, a CVM, a B3 e o mercado a um erro, "conferindo aparência de legitimidade à falsa reconstrução da estrutura societária da companhia".

PicPay troca CFO

O PicPay (PICS) trocou seu diretor financeiro (CFO), com a entrada de André Cazotto no lugar de Rodrigo Couto, que atuará como assessor especial da companhia até o final de 2026 para garantir transição tranquila. Cazotto, que antes ocupava a diretoria de relações com investidores, cuidará das operações financeiras globais do PicPay, sem deixar de supervisionar relações com investidores, estratégia e fusões e aquisições.

Plano & Plano: novo acordo de acionistas com saída da Cyrela

A Plano & Plano (PLPL3) divulgou novo acordo de acionistas, com previsão da saída da Cyrela Brazil Realty do Conselho de Administração. O acordo envolve os fundadores Rodrigo Luna (22,8% de participação) e Rodrigo Von Uhlendorff (15,5%), e a Cyrela (33,4%). A própria Cyrela expressou desejo de não participar mais da administração nem indicar membros para o Conselho.

Shopee autorizada a vender medicamentos pela Anvisa

A Shopee deu passo importante para entrar no mercado de medicamentos. Uma decisão da Anvisa autorizou a plataforma a comercializar remédios vendidos por farmácias e drogarias devidamente licenciadas. Desde março de 2022, a asiática convivia com proibição que impedia a comercialização e propaganda de medicamentos no marketplace, agora revogada. A mudança no ambiente regulatório alcança também outras plataformas digitais, como iFood, Rappi e Mercado Livre (MELI34).

JSL: lucro ajustado de R$ 30,2 milhões no 2T26

A JSL (JSLG3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 30,2 milhões no segundo trimestre de 2026, o que representa uma queda de [dado não informado na fonte].

Perguntas Frequentes

Qual foi o lucro da Itaúsa no 2T26?

A Itaúsa registrou lucro líquido de R$ 4,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 7% em relação ao mesmo período de 2025.

Quanto a Caixa Seguridade lucrou no 2T26?

A Caixa Seguridade teve lucro líquido gerencial de R$ 1,14 bilhão no 2T26, alta de 9,5% na comparação anual.

Qual o ROE do BTG Pactual no 2T26?

O ROE do BTG Pactual ficou em 26,7% no segundo trimestre de 2026, uma queda de 0,5 ponto percentual, mas ainda acima do Itaú (24%).

Por que a Cosan foi rebaixada pela Moody's?

A Moody's Local Brasil rebaixou a Cosan para A+.br, citando o enfraquecimento do perfil de negócios, principalmente pela deterioração da qualidade de crédito da Raízen.

A JBS teve lucro ou prejuízo no 2T26?

A JBS reportou prejuízo de US$ 102 milhões no 2T26, mas registrou receita líquida recorde de US$ 23,9 bilhões, alta de 14%.

Temporada de balanços 2T26: o que esperar das empresas Como analisar o ROE de um banco O que é recuperação extrajudicial e como afeta investidores

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