IRB (be): Safra eleva ação a compra com alta de 25%
O Safra elevou a recomendação de IRB (be) (IRBR3) para Outperform, equivalente a compra, e subiu o preço-alvo de R$ 61 para R$ 66, potencial de alta de 25%. Reforma tributária, dividendos e expansão na Suíça e Malta sustentam a visão otimista.
IRB (be): Safra eleva ação a compra com potencial de alta de 25%
O Safra elevou a recomendação de IRB (be) (IRBR3) para Outperform, equivalente a compra, e aumentou o preço-alvo de R$ 61 para R$ 66. Isso representa um potencial de alta de 25% em relação aos preços atuais da ação. A mudança veio após uma reavaliação dos analistas, que passaram a ver um novo ciclo promissor para a empresa de resseguros.
Resposta direta: O Safra elevou a recomendação de IRB (be) (IRBR3) para Outperform, equivalente a compra, e aumentou o preço-alvo de R$ 61 para R$ 66, com potencial de alta de 25%. A revisão reflete a reforma tributária, a recuperação operacional e a expansão internacional, com novas resseguradoras na Suíça e em Malta. O banco estima benefício tributário de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões já no primeiro ano da nova regra.
Por que o Safra mudou a recomendação do IRB (be)?
Segundo Daniel Vaz e Rafael Nobre, analistas que assinam o relatório, a reforma tributária, que começa seu processo de transição no próximo ano, tornou-se "um evento de impacto econômico relevante". O Safra destaca que a reforma deve zerar, a partir de 2027, a alíquota de CBS e IBS sobre operações de resseguro e retrocessão.
A mudança substitui a tributação sobre a receita que, segundo os analistas, custou R$ 127,4 milhões à IRB em 2025. Com isso, o banco estima um benefício de cerca de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões para a companhia já no primeiro ano de vigência da nova regra. Na avaliação do Safra, o impacto tributário será o principal motor da melhora da rentabilidade da IRB em 2027.
Recuperação operacional: sinistralidade e solvência em melhora
O Safra avalia que a IRB entra na segunda metade da década em uma posição diferente daquela observada nos anos anteriores, após um período marcado por problemas contábeis e prejuízos. O índice de sinistralidade, que chegou a ficar próximo de 100% em 2022, recuou para 55% no acumulado de 12 meses até o primeiro trimestre de 2026.
A solvência da companhia também apresentou melhora. O indicador passou de 251% no terceiro trimestre de 2025 para 268% no quarto trimestre e chegou a 287% no primeiro trimestre deste ano.
Outro sinal de recuperação apontado pelo Safra foi a retomada da remuneração aos acionistas. A IRB distribuiu R$ 126,5 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio junto aos resultados do primeiro trimestre, o primeiro pagamento desde a reversão das perdas acumuladas.
Onde estão as fraquezas e os pontos fortes dos prêmios?
Para o Safra, a fraqueza observada nos prêmios da IRB ficou concentrada principalmente nas operações de Vida e Rural. Em Vida, os prêmios caíram de R$ 856 milhões em 2024 para R$ 310 milhões em 2025 após a decisão da companhia de descontinuar parte da operação. Já Rural recuou de R$ 714 milhões para R$ 491 milhões, afetado pela deterioração do crédito.
Excluindo essas duas linhas, porém, o negócio principal da IRB cresceu 11% no primeiro trimestre de 2026, na comparação anual, no melhor resultado em seis trimestres.
O Safra projeta que os prêmios brutos emitidos pela companhia ainda recuem 2,9% em 2026, mas voltem a crescer 7% em 2027. Para 2028, 2029 e 2030, as estimativas apontam altas de 7,6%, 7,8% e 7,8%, respectivamente.
Expansão internacional: Suíça e Malta na mira
Além da recuperação doméstica, os analistas vêm potencial na estratégia de internacionalização da IRB. A companhia protocolou pedidos de autorização para duas novas resseguradoras, uma na Suíça e outra em Malta.
Daniel Castillo foi escolhido para comandar as novas operações. Na avaliação dos analistas, a expansão deixou de ser apenas um plano e passou para uma etapa de execução, com uma estrutura dedicada para explorar novos mercados.
Projeções de lucro e múltiplos: o que esperar?
Com a combinação da recuperação operacional e do benefício tributário, o Safra estima que o lucro líquido da IRB passe de R$ 506 milhões em 2026 para R$ 740 milhões em 2027, alta de 46,3%.
O lucro líquido recorrente, por sua vez, deve avançar de R$ 606 milhões para R$ 740 milhões no mesmo período. A projeção para o retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) é de 14% em 2027, acima dos 10,1% estimados para 2026.
É justamente essa perspectiva de crescimento que sustenta a nova recomendação para IRBR3. O Safra calcula que a ação negocia atualmente a 7,1 vezes o lucro estimado para 2026 e 5,8 vezes o projetado para 2027, abaixo dos múltiplos observados entre as principais seguradoras listadas na Bolsa.
O que muda para o investidor com a nova recomendação?
Para quem acompanha IRBR3, a nova recomendação do Safra sinaliza uma mudança de percepção. A combinação de recuperação operacional, benefício tributário e expansão internacional forma um cenário que, na visão do banco, justifica o potencial de alta de 25%.
O ponto de atenção fica por conta da execução da estratégia internacional e da materialização dos ganhos com a reforma tributária. Ainda assim, os múltiplos mais baixos que os das principais seguradoras listadas na Bolsa podem indicar espaço para reavaliação.
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Perguntas Frequentes
O Safra recomenda compra para IRBR3?
Sim. O Safra elevou a recomendação de IRB (be) (IRBR3) para Outperform, equivalente a compra, com preço-alvo de R$ 66.
Qual o potencial de alta da ação segundo o Safra?
O potencial de alta é de 25% em relação aos preços atuais da ação, considerando o novo preço-alvo de R$ 66.
Por que o Safra está otimista com a IRB?
O otimismo vem da reforma tributária, que deve zerar CBS e IBS sobre resseguro a partir de 2027, da recuperação operacional e da expansão internacional com novas resseguradoras na Suíça e em Malta.
Quanto a IRB pode ganhar com a reforma tributária?
O Safra estima um benefício de cerca de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões para a companhia já no primeiro ano de vigência da nova regra.
Quais são as projeções de lucro para a IRB?
O Safra estima que o lucro líquido passe de R$ 506 milhões em 2026 para R$ 740 milhões em 2027, alta de 46,3%.