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Anfavea eleva projeções de produção e vendas de veículos em 2026

A Anfavea, associação brasileira de montadoras, elevou suas estimativas para produção e vendas de veículos em 2026, impulsionada por eletrificados e programas de incentivo. No entanto, a entidade cortou a previsão para exportações, refletindo desafios no mercado externo.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 08 de outubro de 2026
Anfavea eleva projeções de produção e vendas de veículos em 2026

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou para cima suas estimativas para a produção e as vendas de veículos no mercado interno em 2026. Apesar do otimismo com o desempenho doméstico, a entidade ajustou para baixo a expectativa de exportações, que já indicavam queda em relação ao ano anterior.

Otimismo com mercado interno em 2026 A projeção atual para os licenciamentos em 2026 aponta para um crescimento de 15,2%, alcançando 3,099 milhões de unidades. Essa revisão representa um aumento significativo em relação à estimativa inicial do ano, que previa expansão de 2,7% e já havia sido ajustada para 12,1% em junho. Caso a nova previsão se concretize, o mercado nacional atingirá o maior volume de vendas desde 2014, de acordo com dados da entidade.

O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou que o crescimento do mercado brasileiro em 2026 tem sido impulsionado pelos veículos eletrificados e pelo programa Carro Sustentável, iniciativa do governo federal. Este programa, que oferece incentivos tributários, foi responsável pelo emplacamento de 374 mil veículos até setembro deste ano.

Produção e vendas em 2026 A expectativa da Anfavea é que a produção de veículos no Brasil cresça 6,7% em 2026, totalizando 2,82 milhões de unidades. Este resultado seria o melhor desde 2019. No entanto, a entidade ressalta que este volume está aquém do potencial demandado pelo mercado interno, sendo impactado negativamente pela queda nas exportações.

Exportações em queda A entidade prevê que as vendas externas de veículos do Brasil encolham 17,7% em 2026, para 435 mil unidades. Essa projeção representa uma retração maior do que a expectativa de junho, que era de 12,8%. A queda é atribuída à retração do mercado argentino e à crescente presença de veículos chineses nos países da América do Sul, principais destinos dos produtos brasileiros.

Calvet afirmou que, em 2027, a Anfavea focará em ampliar o acesso a mercados por meio de novos acordos comerciais e da recuperação de acordos existentes, intensificando a ação de comércio exterior. As exportações brasileiras para a Argentina, por exemplo, caíram 37,7% no acumulado do ano até setembro, enquanto o mercado argentino encolheu 13%. As vendas para o México registraram queda de 3,8%, em um mercado que cresceu 5% no mesmo período.

Cenário atual e importações Até setembro, as vendas de veículos novos no país apresentaram alta de 18,1%, com 2,26 milhões de unidades comercializadas, sendo 434 mil veículos eletrificados. Desse total, 262 mil foram importados. A China, por sua vez, elevou suas vendas ao Brasil em 106,4% no período, totalizando 254,9 mil veículos importados, de um total de 464 mil unidades importadas pelo país.

Em setembro, a produção de veículos no Brasil teve queda de 1,1% em relação a agosto, enquanto as vendas de novos subiram 2,3%. Na comparação anual, a produção em setembro cresceu 10,2%, com 268,3 mil unidades. As exportações caíram 24,2% no mês, enquanto as importações dispararam 34,9%.

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